Atividade econômica cresce 0,34% em agosto impulsionada pela indústria

IBC-Br avançou 0,34% em agosto de 2026 e acumula alta de 1,61% em 12 meses.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB, registrou alta de 0,34% em agosto de 2026 frente a julho, na série com ajuste sazonal. O resultado interrompe duas quedas seguidas (-0,79% em junho e -0,31% em julho). Na comparação com agosto de 2025, o índice cresceu 1,21%. No acumulado de 2026, a alta é de 1,55%, e em 12 meses, de 1,61%.
Indústria lidera a recuperação
- Maior alta entre os setores: a alta foi puxada pelo avanço da indústria. O IBC-Br Indústria avançou 0,87% em agosto, depois de recuar em junho (-1,65%) e em julho (-0,64%).
- Demais setores: Serviços (+0,24%) e Impostos (+0,11%) também cresceram. A agropecuária apresentou recuo de -1,8%.

Cenário no trimestre
Comparação trimestral: apesar da alta de agosto, o trimestre de junho a agosto ficou 0,64% abaixo do trimestre imediatamente anterior (março a maio). Na indústria, a queda foi de 1,21%. Frente ao mesmo trimestre de 2025, porém, o IBC-Br cresceu 1,63% e a indústria, 0,74%.
Na comparação anual: a indústria cresceu 0,36% em relação a agosto de 2025 e acumula 0,62% em 2026, um ritmo abaixo do total da economia.
Projeções para a indústria em 2026
- Projeção da CNI: segundo o último Informe Conjuntural da CNI, o PIB industrial deve crescer 2,1% em 2026, sustentado sobretudo pela Indústria extrativa, cuja projeção foi elevada de 7,8% para 9,1% com a expansão da extração de petróleo.
- Para a Indústria de transformação, a CNI projeta crescimento de apenas 0,6%, limitado por juros elevados, crédito caro, aumento dos custos de produção e concorrência com importados.
- Expectativas do mercado: segundo o Boletim Focus do Banco Central, a mediana das projeções aponta crescimento de 1,85% para o PIB em 2026 e Selic de 13,25% ao fim do ano.


