
Copom reduz taxa Selic para 13,75% ao ano
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou o corte da taxa básica de juros da economia (Selic) para 13,75% ao ano. Em comunicado oficial, a autoridade monetária justificou que a decisão busca garantir que a inflação retorne à meta, ao mesmo tempo em que atenua as oscilações da atividade econômica.
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Evolução da taxa Selic

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Incerteza internacional
No cenário global, o Banco Central destacou que o ambiente permanece instável e com volatilidade elevada nos preços de ativos e commodities. Dois fatores alimentam essa apreensão:
- Tensão geopolítica: A indefinição quanto à evolução dos conflitos no Oriente Médio.
- Juros em economias avançadas: A falta de clareza sobre o ritmo das decisões de política monetária nos países desenvolvidos.
Esse quadro de volatilidade exige que mercados emergentes, como o Brasil, mantenham uma condução de política monetária mais conservadora, segundo o colegiado.
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Economia brasileira
No ambiente interno, os indicadores apontam para uma desaceleração da economia, de forma mais visível nos setores mais sensíveis aos juros. Contudo, a atividade segue sustentada por um mercado de trabalho ainda aquecido.
A inflação mostrou desaceleração recente, mantendo-se dentro do limite superior de tolerância de 4,5% estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), embora ainda acima da meta oficial de 3%.
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Fatores de alta dos preços:
- Expectativas de inflação: Projeções de inflação de longo prazo incorporando choques de oferta no petróleo e impactos climáticos sobre alimentos e energia.
- Pressão no setor de serviços: Inflação de serviços mais forte que o esperado.
- Câmbio e política econômica: Combinação de políticas internas e externas que mantenham o dólar valorizado.
- Estímulos à demanda: Crescimento do consumo acima do produto potencial do país, reduzindo o efeito da política monetária.
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Fatores de queda dos preços:
- Desaceleração econômica mais forte: Esfriamento da atividade econômica além do previsto pelo mercado.
- Desaceleração global: Impacto de choques comerciais e geopolíticos sobre o crescimento mundial.
- Queda das commodities: Recuo nos preços internacionais com reflexos desinflacionários no Brasil.
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O que esperar para as próximas reuniões?
A próxima reunião ocorrerá nos dias 26 e 27 de outubro de 2026. O Banco Central informou que acompanhará de perto os desenvolvimentos da política fiscal e seus efeitos. Para o acumulado do ano, a trajetória estimada para a atividade permanece em ritmo de desaceleração.
O órgão deixou claro que os próximos passos e a extensão do ciclo de corte da Selic dependerão dos dados econômicos a serem divulgados até as próximas reuniões e reiterou o objetivo de manter a taxa em nível necessário para garantir a meta de inflação.


